Tecnologia em Gestão Pública

Por: Patriolino Ribeiro, Greyce Feijão, Pamela Figueiredo, Miguel Dias e Ronaldo Pinto.

 

As novas tecnologias surgiram sob a justificativa de que trariam mais tempo livre para o ser humano que, por anos, viveu subjugado pelas opressoras atividades mecanizadas. Sob a falácia de que o ócio traria mais liberdade de pensamento, as novas tecnologias se instalaram. É bem verdade que a promessa não foi cumprida por inteiro, mas, a exemplo da internet, algumas benesses chegaram e estão aí à disposição.

 

A tecnologia da informação, através da internet, foi difundida mundo afora e pode ajudar, e muito, a população na gestão pública das cidades. Uma das novidades em termos de tecnologia a favor da democracia e da participação popular é o acesso a informações e a fiscalização pública da gestão de algumas cidades brasileiras. Isso propicia uma maior integração como conseqüência de uma revolução tecnológica. Através de um canal rápido, direto e livre entre gestores e povo, sugestões, reclamações e alertas entre outros podem ser fundamentais no desenvolvimento de um município.    

 

“Com o advento das novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), sobretudo com a internet e o desenvolvimento do governo eletrônico (E-gov), surge a necessidade da criação de novos institutos democráticos e sua adaptação em face das potencialidades da democracia eletrônica, ou cyberdemocracia, que deve ser compreendida em todas as suas dimensões tanto teleologicamente, como também observada a partir da emergência da internet e da participação direta do cidadão na política mediante o uso das novas tecnologias” afirma a mestre e professora de Direito da Unifor, Giovana Cartaxo, em artigo publicado.

 

Um exemplo dessa nova tendência onde a população atua na gestão da cidade em que mora é visto no site da prefeitura de Recife (http://www.recife.pe.gov.br/) que, segundo o vereador Waldemar Borges, representa um importante avanço para a cidadania e consolida a rede mundial de computadores como um instrumento de controle da gestão pública. É a tecnologia a serviço da cidadania. Infelizmente, essa integração entre gestores e cidadãos ainda é pequena, e poucas cidades no Brasil oferecem esse sistema.

 

Quando se fala em atuação na gestão municipal, não se pensa apenas em dados resumidos do orçamento municipal, mas também em indicadores urbanos da cidade, a agenda cultural e pesquisa de preços em supermercados. Ainda de acordo com o vereador Borges, “A transparência na administração e o incentivo na participação da sociedade na gestão pública são os principais resultados trazidos”.

 

Outro Estado que possibilita a participação popular na administração pública é Manaus. Segundo dados contidos no site (http://www.manaus.am.gov.br/transparencia), a Prefeitura Municipal visa a incentivar o controle social para que as práticas da administração pública seja o mais transparente possível, visto que a participação da sociedade garante o bom uso dos recursos e promove o exercício da cidadania.

 

Em algumas cidades, a participação popular quase não existe. Por exemplo, em Fortaleza, João Pessoa e Natal é possível encontrar apenas um “orçamento participativo” onde comunidade e prefeitura compartilham decisões, recursos, experiências e responsabilidades. Através desse sistema de participação popular, algumas transformações como construções de moradia, postos de saúde e escolas aconteceram. É preciso ressaltar, entretanto, que, em termos de tecnologia e interatividade, o orçamento participativo ainda não proporciona a integração esperada entre governo e população através da internet.

 

Segundo o assessor da Prefeitura de Fortaleza, Demétrio Andrade, por enquanto uma das formas mais eficazes de participação popular nas gestões é o Orçamento Participativo, “que é o carro-chefe da participação”. Ele consiste na escolha, através de eleição, de representantes de bairros e comunidades pela população local para discutirem com órgãos da Prefeitura problemas particulares da localidade e a melhor forma de aplicar os recursos nas obras e serviços. Entretanto o Orçamento Participativo só acontece uma vez por ano e a população necessita de outros meios de ser ouvida constante e diretamente. 

 

Está sendo estudada a possibilidade de implementação no novo portal de um canal de denúncia direto com a administração pública. Enquanto essa nova opção não chega a Prefeitura de Fortaleza já dispõe de um canal aberto através de call-center gratuito pelo número 0800-285 0880. É o Fala Fortaleza e ele funciona recolhendo todas as reclamações e encaminhando para a regional e secretaria responsável. Ao fim de cada mês um relatório fornece o número de ligações, o número de reclamações, a quantidade que foi resolvida e o que continua pendente. Para Andrade, “precisamos da participação efetiva da população para as regionais (SER) tomarem conhecimento e fazer o que lhes cabe”.

Um dia como outro qualquer a bordo do trem..

Eram 7:00 horas da manhã e já havia partido o primeiro trem, a espera era grande, e o relogio na parede que caracteriza uma tipica estação de trem parecia não se mexer. Os segundos eram lentos, os minutos quase parando, e a hora, essa parecia uma eternidade.

Enfim, a hora de partir. As pessoas passando por uma porta giratoria de ferro me trazia lembranças, havia uma sensação conhecidamente nova no ar. As pessoas iam entrando e se alojando nos inúmeros vagões espalhados ao longo do trilho. Nunca tinha experimentado a sensação de andar de trem em minha própria cidade natal, mas aquela situação me lembrava as inúmeras vezes em que andei nesse meio de transporte Brasil a fora.

Procurando um persongem que pudesse simbolizar aquela viagem tão despretensiosa, encontrei uma senhora que morava em jijoca e que vinha ao centro sempre comprar roupas e tecidos para revender em sua cidade. Um velinho me chamava a atenção ao meio de todos aqueles ardúos rostos de trabalhadores da vida. Seu nome já não me lembro mais, mas sua história marcou as várias décadas já vivida por aqueles trilhos e vagões. Ele tinha 89 anos, e desde dos 8 anos de idade andava de trem, sua primeira vez no trem, tenho certeza que foi inesquecível, para ele e para mim que até hoje não pude esquecer seus olhos brilhando ao contar a história e as lembranças que pareciam se confudir com o passar dos anos. Lembranças de quando era criança, de moças que havia conhecido no caminho de casa a bordo daquele trem e outras recordações que lhe cabia.

Era engraçado, como as pessoas se movimentavam, as suas posturas e olhares uns aos outros naqueles vagões, procurando sempre uma identificação, um semblante que pudesse dizer algo mais do que apenas sua face. Nas paradas que se seguiram de Fortaleza até Caucaia, pessoas iam e outras vinham, como no vai e vém da vida, mudando sempre as peças do tabuleiro mas matendo o mesmo cenário. Todos corriam em direção aos seus objetivos diários a bordo de um trem que com certeza fazia parte das suas vidas.

Esse vídeo traz as recordações daquele dia como outro qualquer, mas ao mesmo tempo tão diferente.

Sexo no Mundo Virtual

Em alguns lugares do mundo real como, por exemplo, Amsterdã, pode-se encontrar sexo exposto em vitrines e drogas sendo legalizadas nas ruas. No Second Life, conhecido como mundo virtual, o sexo no jogo é encontrado de várias formas e em vários lugares inusistados. A prática do sexo é por forma de bolhas flutuantes em que o personagem pode clicar e encontrar infinitas posições, é quase uma modalidade nova e interativa do Kama Sutra. A prostituição é fácil de ser encontrada no jogo, existem lojas virtuais que vendem partes do corpo de vários estilos e tamanhos, como também roupas e acessórios para utilizar quando estiver se relacionando virtualmente. A mistura de um ambiente virtual com sites de relacionamentos, tudo embalado em um visual de jogo de “PlayStation”, o Second Life é um mundo virtual pautado no mundo real.

Links Relacionados:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Second_Life

http://brsecondlife.blogspot.com/2007/08/prostituio-real-x-virtual.html

http://blog.cancaonova.com/secondlife/2007/05/11/second-life-perigo-ou-oportunidade/

TV Digital para a educação

Há cinco meses foi implatando um projeto pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), onde propõe avaliar o potencial de interatividade em plataformas da TV Digital. Ele foi instalado em uma Escola Municipal no interior de São Paulo e se chama SAPSA, ou seja, Serviço de Apoio ao Professor em Sala de Aula, visando oferecer recursos audiovisuais aos professores em tempo real como material de apoio. Nesse projeto, o professor pode com a ajuda do controle remoto exibir conteúdos como filmes, documentários e diversos materiais multimídias que ajudem ilustrar o conteúdo explicativo em sala de aula.

Links Relacionados:

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2008/02/27/cpqd_realiza_projeto-piloto_de_tv_digital_interativa-425984386.asp

http://www.universia.com.br/html/materia/materia_gaaj.html

http://www.htmlstaff.org/ver.php?id=13402

http://trocandoideias.wordpress.com/2008/04/16/tv-digital-e-educacao/

“Sex in the Second Life”

Em alguns lugares do mundo real como, por exemplo, Amsterdã, pode-se encontrar sexo exposto em vitrines e drogas sendo legalizadas nas ruas. No Second Life, conhecido como mundo virtual, o sexo no jogo é encontrado de várias formas e em vários lugares inusistados. Existem ilhas e praias que os avatás (personagens) só vão com esse objetivo, onde se encontram para namorar. A prática do sexo é por forma de bolhas flutuantes em que o personagem pode clicar e encontrar infinitas posições, é quase uma modalidade nova e interativa do Kama Sutra. (risos).
Existem vários ambientes ligado a prostituição, casas, mansões, boates, e mesmo nas ruas pode-se encontrar mulheres que ganham até U$300,00 por mês fazendo programas no mundo virtual. Elas cobram por minuto de “serviço”, e muitas delas agem como cafeínas agenciando até 20 mulheres. Para dar uma apimentada no ato, existem lojas virtuais que vendem partes do corpo de vários estilos e tamanhos, como também roupas e acessórios sexy para utilizar quando estiver se relacionando virtualmente. Pode-se ver nas ruas grupos de duas ou três “meninas” fazendo pontos, conversando com uma delas, descobri que cobram até mil lidens por 30 minutos (lidens é a moeda do second life, e mil lidens equivale a U$ 3 no mundo real).
A mistura de um ambiente virtual com sites de relacionamentos, tudo embalado em um visual de jogo de “PlayStation”, o Second Life foi o que há de mais próximo já criado de um mundo real, no mundo virtual.

TV digital e a interatividade

A TV digital proporciona grandes vantagens em relação à TV analógica, essa que conhecemos e está presente na maioria das casas brasileiras. As vantagens dessa nova tendência midiática são a alta definição, a possibilidade de várias programações, a interatividade e a mobilidade. A alta definição traz maior resolução de imagem e mais canais de áudio; a multiprogramação significa que vários programas podem ser transmitidos ao mesmo tempo em um mesmo canal; a interatividade deixa de ser um espectador passivo e poder interagir com a programação; e a mobilidade pode levar isto tudo para qualquer lugar, como em um aparelho celular, por exemplo.
A interatividade, mais do que qualidade, quantidade ou portabilidade propõe uma possibilidade de interação que muda a maneira como o usuário assiste à televisão. Para Carlos Ferraz, professor e diretor-adjunto do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, existem três maneiras de interação na televisão digital: local, one-way e plena.
Local é quando algo chega ao receptor e o usuário interage com seu próprio equipamento, sem enviar nada de volta para o emissor. Por exemplo, se durante um jogo de futebol o espectador tem a opção de ver as estatísticas da partida. Estas estatísticas são enviadas o tempo inteiro para seu aparelho receptor sem que o usuário as solicite, mas ele só vê aquilo que ele seleciona. Outro exemplo são as filmagens com várias câmeras, permitindo ao espectador selecionar o ângulo que deseja ver a cena.
One-way é quando o espectador envia algo para o emissor, mas sem receber resposta. Por exemplo, nas votações e enquetes. Em bom português, é a comunicação de mão única. No exemplo dado por Ferraz, em vez de o espectador telefonar, acessar um site ou mandar um torpedo pra dizer quem deve sair do Big Brother, ele pressiona um botão em seu controle remoto para dar seu voto.
Por último, a interatividade plena é aquela com canal de retorno e que é tão mais comum na Internet. É o caso de chats e de algumas aplicações multimídia.
Mas até chegar a esse patamar é preciso pensar em soluções para a limitação tecnólogica existente, os receptores televisivos ainda têm limitações em seu programa que inviabiliza a interatividade. Antes de mais nada, é preciso transformar a audiência passiva em um telespectador ativo.

Esse vídeo analisa uma propaganda que traduz a relação de interatividade plena entre o “telespectador-usuário” na TV digital.

A nova tendência das Redes Sociais

Ning é uma arquitetura de redes sociais disponível gratuitamente na web, essa nova tendência da web 2.0, não só permite fazer a integração de ferramentas disponiveis no mundo virtual, como também permite o usuário participar dessas redes sociais, criando a sua própria, como administrador ou gestor do seu próprio ambiente virtual, podendo utilizar desde de fóruns e chats até compartilhamento de arquivos e outros inúmeros recursos. O serviço do Ning depende unicamente do acesso à rede, não tem vínculo com softwares, podendo assim se transformar em grandes plataformas para planos de marketing e comunicação.

Alguns links relacionados:

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/102008/13102008-12.shl

http://widgy.net/widgy/2008/09/05/ning-voce-ja-tem-sua-rede-social/

http://gattune.blog.br/ning-monte-sua-propria-rede-social/

“Moblogs”

Além das fronteiras alcançadas com o blogjornalismo, está surgindo uma nova tendência, pode se dizer, uma nova modalidade, são os “moblogs“. É uma mistura de mobile (telefone celular) com weblog (“blogs” ou diários da internet). Com celulares de última geração que contêm câmeras fotográficas e equipamentos equivalentes, pode-se publicar textos e imagens instanteneamente em seus blogs, a qualquer hora e lugar do mundo. Os “moblogs” estão começando a ter certa repercussão, na Europa e no Oriente essa prática já é comum entre os jovens.

Links relacionados:

http://wnews.uol.com.br/site/colunas/materia.php?id_secao=9&id_conteudo=100

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG64565-6014,00-DIARIOS+DE+GUERRA.html

http://www.odontopalm.com.br/gsf/arquivo/2004/04/

A web 2.0 como plataforma

Com a expansão da rede mundial de computadores surge uma grande discussão sobre o seu potencial de interatividade. A web 2.0 não é só uma expressão que traduz uma era da tecnologia, é uma rede utilizada como plataforma que arquiteta softwares, envolvendo todos os dispositivos conectados, aproveitando ao máximo todas as suas vantagens, distribuindo os softwares colaboradores que se tornam cada vez melhor quanto mais o usuário os utiliza, podendo tirar o máximo de proveito possível. Esses softwares têm uma maior flexibilidade e facilidade de uso, podem estarem sendo corrigidos, alterados e melhorados o tempo todo de acordo com o seu uso, pelo usuário. Algumas aplicações da Web 2.0 permitem a personalização do conteúdo mostrado para cada usuário, sob forma de página pessoal, permitindo a ele a filtragem de informação que ele considera relevante. Como por exemplo, o Wikipédia. Com a evolução da web 2.0, os programas online estão cada vez melhores e indispensáveis. Editores de texto, publicadores, comunicadores, organizadores e muitos outros programas estão disponíveis na web. Essa nova tendência reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. Assim, o ambiente on-line pode se tornar mais dinâmico e os usuários colaborarem mais e mais para a organização de conteúdo. O número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.

A onda da informação

As novidades tecnologicas que surgem com a era informatizada proporcionam uma quantidade enorme de informação agil e rápida. A internet como mídia é um leque de informação, oferencendo notícias, entretenimento, serviços, negócios, tomando espaço das demais mídias. Uma nova tendência são os blogs, que é uma ferramenta de publicação pessoal, que até pouco tempo atrás poderia ser definido como um “diário virtual”, qualquer usuário pode publicar conteúdos, o que traz cada vez mais uma discussão sobre a prática jornalística e a tecnologia, o jornalista já não é mais dono da informação ou da fonte, muitas vezes podemos encontrar ínformações nos blogs que ainda não estão presentes na mídia. Antes o que era apenas troca de experiências, hoje em dia é uma preocupação em produzir textos jornalísticos, ganhando mais e mais recursos transformando-se em um veículo de comunicação. Cabe a nós pensar sobre os caminhos que existirão no futuro, ainda haverá a profissão de jornalista já que a produção via web está cada dia maior?, qual a credibilidade dessas informações? existirá ética nessas publicações? São perguntas para nos fazer pensar sobre essa onda de blogs que vem surgindo e sobre a credibilidade de seus conteúdos. Mas não é só os blogs que ameaçam a profissão jornalística, as grandes empresas também estão se apropriando dessa procura exarcebada pela informação. Segundo Robin Sloan e Matt Thompson, três grandes empresas, a Microsoft, Google e Amazon, assumem o comando das informações e passam a manipular o universo virtual da notícia, e, por conseguinte, nossas vidas. Surge um novo sistema, personalizado, que filtra e prioriza o que recebemos, não tendo qualquer relação com a ética mídiatica. O vídeo deixa no ar a seguinte pergunta: o que pode acontecer ao jornalismo e a informação nos próximos anos?

Entradas antigas »
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.