Arquivo para Setembro 18, 2008

A onda da informação

As novidades tecnologicas que surgem com a era informatizada proporcionam uma quantidade enorme de informação agil e rápida. A internet como mídia é um leque de informação, oferencendo notícias, entretenimento, serviços, negócios, tomando espaço das demais mídias. Uma nova tendência são os blogs, que é uma ferramenta de publicação pessoal, que até pouco tempo atrás poderia ser definido como um “diário virtual”, qualquer usuário pode publicar conteúdos, o que traz cada vez mais uma discussão sobre a prática jornalística e a tecnologia, o jornalista já não é mais dono da informação ou da fonte, muitas vezes podemos encontrar ínformações nos blogs que ainda não estão presentes na mídia. Antes o que era apenas troca de experiências, hoje em dia é uma preocupação em produzir textos jornalísticos, ganhando mais e mais recursos transformando-se em um veículo de comunicação. Cabe a nós pensar sobre os caminhos que existirão no futuro, ainda haverá a profissão de jornalista já que a produção via web está cada dia maior?, qual a credibilidade dessas informações? existirá ética nessas publicações? São perguntas para nos fazer pensar sobre essa onda de blogs que vem surgindo e sobre a credibilidade de seus conteúdos. Mas não é só os blogs que ameaçam a profissão jornalística, as grandes empresas também estão se apropriando dessa procura exarcebada pela informação. Segundo Robin Sloan e Matt Thompson, três grandes empresas, a Microsoft, Google e Amazon, assumem o comando das informações e passam a manipular o universo virtual da notícia, e, por conseguinte, nossas vidas. Surge um novo sistema, personalizado, que filtra e prioriza o que recebemos, não tendo qualquer relação com a ética mídiatica. O vídeo deixa no ar a seguinte pergunta: o que pode acontecer ao jornalismo e a informação nos próximos anos?

Quem está no poder?

Estive na palestra do Professor da UFBA ,Wilson Gomes , que aconteceu na Unifor, sobre comunicação, mídia e eleição, e pude abstrair muita coisa do que foi comentado sobre a relação política X mídia. O interessante é como não nos damos conta do peso que a comunicação tem sobre os candidatos, que são moldados pela vontade do povo, pelo menos aparentemente. Os marketeiros têm papel quase que completo nesse processo de elaboração da imagem, pois essa sociedade cada vez mais midiatizada procura isso, candidatos de boa aparência, que tenham postura diante das câmeras e holofotes, é a arte da encenação na mão da comunicação de massa, um exemplo disso é a mudança na organização expressiva do Lula no final dos anos 80 pra cá, quem sabe a política não fosse muito mais autêntica se não fosse essa mídia perversa há procura da boa imagem.
O campo jornalístico tem o poder de controlar essa visibilidade que todo profissional da imagem procura para seu candidato, nos EUA existe a expressão “consultoria política”, geralmente são profissionais ligados a relações públicas que dominam o poder de falar para a massa. Se por um lado existe a construção da imagem por parte do candidato, também pode existir a desconstrução dessa imagem por parte do jornalista, que possui a credibilidade, pois o público se identifica muito mais com as pessoas que estão diariamente na mídia do que com os próprios políticos, principalmente se for um jornalista renomeado nacionalmente, como é o caso do William Boner, os chamados “jornalistas super stars”, que ás vezes são muito mais importantes que os próprios fatos, a imagem pessoal tem um peso muito grande na televisão.
Mas afinal, quem detém o controle? A mídia ou a política? Para Wilson Gomes “a política é um organismo básico praticado desde o começo da humanidade, é um sistema complexo capaz de se adaptar, e a mídia não tem total domínio sobre isso.”  Mas no campo político, tanto quanto no artístico a alta taxa de visibilidade é o paraíso, levando em consideração que administrar a própria imagem que circula na mídia é uma tarefa muito difícil. Collor, por exemplo, conseguiu essa façanha durante muito tempo. Mas o eleitor de hoje não é bobo, é bem informado, e cada um absorve o que quer, tanto de informação política, como jornalística.

A nova tendência

A palavra “blog” é uma abreviação de weblog e foi criada pelo norte-americano Jorn Barger em 1997 e inserida em 2003 no dicionário da língua inglesa. Vem de duas palavras em inglês: web (world, wide web) e log (que significa registro). Ou seja, weblog ou blogs, como são mais conhecidos são uma espécie de registro na web. O pouco conteúdo, a organização cronológica e os recursos de comentários onde os leitores podem comentar ou criticar os conteúdos lidos, são características que diferenciam os blogs de outros tipos de páginas.
A facilidade para se criar e manter um blog é o principal motivo para a sua multiplicação na rede, não é preciso entender sobre as linguagens de programação (HTML), ele já vem com modelos prontos e isso facilita o processo de criação, manutenção, as formas de utilização e os objetivos deste tipo de página. O que inicialmente nasceu como um diário virtual, hoje em dia pode-se chamar de uma nova tendência jornalística. Alguns blogs assumem um caráter informativo e tratam de política, economia, esporte e etc. Proporcionando assim, debates, divergências de opiniões e interpretações variadas.
Os blogs são novidades, e por se tratar de um veículo novo e em processo de construção, eles ainda são vistos com certa restrição tanto para jornalistas como para pesquisadores da área de comunicação, o que não deixa de ser uma fonte de pauta e pesquisa, pois existem blogs dos próprios jornalistas que produzem credibilidade sem estar vinculado a nenhuma empresa, tendo assim autonomia na hora de escrever, como o caso do blog do Noblat. Freqüentemente aparecem mais e mais notícias nos blogs, mas eles não trazem uma estrutura padrão de lead, sublead e fechamento. Sua característica é de textos com pouco conteúdo, isso não quer dizer que falta informação, se forem textos que tenham muitos links podem tornar-se imponentes.

A pequeneza verde e amarela

Não foi dessa vez que o Brasil tirou o atraso da medalha de ouro olímpica, Ronaldinho & Cia levaram um banho dos argentinos nesta terça-feira, no Estádio dos Trabalhadores em Pequim. Em um jogo pouco tático e sem força da equipe brasileira, a Argentina devolveu o 3 a 0 da derrota para o Brasil na final da Copa América de 2007.
O Brasil foi pouco ofensivo criando jogadas somente pela esquerda e sem conseguir finalizar a bola ao gol, todas as expectativas estavam voltadas para quem achávamos que poderia salvar o Brasil do trio argentino Riquelme, Messi e Agüero: Ronaldinho, que no início do jogo arrancava aplausos dos chineses, não convenceu, aparecendo pouco e quando pegava a bola não era nada objetivo, prendendo todas as jogadas.
No primeiro tempo, os dois times tiveram algumas chances de gol, Mascherano logo no início do jogo deu um chute forte de fora da área que passou perto do gol de Renan. Logo depois, o Brasil com Rafael Sobis bateu cruzado pela esquerda e foi para fora. Pouco depois pela direita, Rafinha cruzou, mas Sobis passou da bola e não marcou. No segundo tempo começou o desastre coletivo do time de Dunga, logo aos 7 minutos, Agüero recebeu um cruzamento de Di Maria pela esquerda e tocou de peito para o fundo do gol, Argentina: 1 a 0. Na seqüência, o Brasil quase empata com Sobis que acertou uma bola de fora da área na trave do goleiro Romero. Enquanto o time brasileiro só fazia faltas, os argentinos estavam dispostos a jogar, e a jogar muito, cinco minutos depois Messi carregou a bola para o lado direito levando para dentro da área, enquanto os brasileiros ficaram só olhando, tocou para Mozon que cruzou rasteiro e Agüero marcou mais um: Argentina 2 a 0.
Dunga fez alterações, tirando Hernanes e Rafael Sobis para a entrada de Thiago Neves e Alexandre Pato. O atacante ainda marcou um gol na falta batida por Ronaldinho que resvalou na trave e sobrou para Marcelo chutando nos pés de Pato, mas o juiz marcou impedimento corretamente. Jô entrou no lugar de Diego para reforçar o ataque, mas tudo parecia inerte, a defesa do Brasil não funcionava e os jogadores fazendo muitas faltas, Breno aos 29 minutos do segundo tempo fez pênalti em Agüero. Riquelme cobrou e mais um gol para os hermanos.
O último gol desestruturou completamente o time brasileiro que teve dois jogadores expulsos: Lucas aos 35 minutos e Thiago Neves aos 38. Depois foi só esperar o apito final do jogo e o Brasil dar adeus a mais uma chance de subir no lugar mais alto do pódio. Agora a Argentina encara a Nigéria no sábado, à 1h de Brasilia, na disputa pelo ouro. E o Brasil volta a campo contra a Bélgica, sexta-feira, às 8h de Brasilia, em Xangai, para ver quem fica com a medalha de bronze.

Compromisso Ambiental

Medidas foram tomadas pela preservação ambiental nas zonas urbana e rural em Guaramiranga, no Maciço de Baturité. Foi assinado pela Prefeitura da cidade e pelo Ministério Público um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o documento tem o objetivo de por um fim na exploração e especulação imobiliária que vem ocorrendo na cidade. Além dos estudos para zonear as áreas não edificáveis, vai ser criada a Taxa de Capacidade de Suporte Ambiental, que será cobrada para a instalação de novos empreendimentos, como também  a efetivação da Educação Ambiental na grade curricular das escolas públicas municipais de forma permanente.
“A prefeitura de Guaramiranga celebrou o Termo de Ajustamento de Conduta e isso demonstra uma nova fase do município” – disse a promotora de Justiça Jacqueline Faustino.
A intenção do Ministério Público é o crescimento sustentável do município. Até a conclusão do zoneamento ambiental, ficam suspensas as concessões de licenças ambientais e alvarás para a construção de empreendimentos imobiliários. O estudo de zoneamento ecológico será feito por técnicos da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que irá definir as áreas de preservação e que tipos de atividades podem ser desenvolvidas, tanto na zona rural como urbana, de forma a não causar impactos ambientais na cidade.