Arquivo para Outubro, 2008

TV digital e a interatividade

A TV digital proporciona grandes vantagens em relação à TV analógica, essa que conhecemos e está presente na maioria das casas brasileiras. As vantagens dessa nova tendência midiática são a alta definição, a possibilidade de várias programações, a interatividade e a mobilidade. A alta definição traz maior resolução de imagem e mais canais de áudio; a multiprogramação significa que vários programas podem ser transmitidos ao mesmo tempo em um mesmo canal; a interatividade deixa de ser um espectador passivo e poder interagir com a programação; e a mobilidade pode levar isto tudo para qualquer lugar, como em um aparelho celular, por exemplo.
A interatividade, mais do que qualidade, quantidade ou portabilidade propõe uma possibilidade de interação que muda a maneira como o usuário assiste à televisão. Para Carlos Ferraz, professor e diretor-adjunto do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, existem três maneiras de interação na televisão digital: local, one-way e plena.
Local é quando algo chega ao receptor e o usuário interage com seu próprio equipamento, sem enviar nada de volta para o emissor. Por exemplo, se durante um jogo de futebol o espectador tem a opção de ver as estatísticas da partida. Estas estatísticas são enviadas o tempo inteiro para seu aparelho receptor sem que o usuário as solicite, mas ele só vê aquilo que ele seleciona. Outro exemplo são as filmagens com várias câmeras, permitindo ao espectador selecionar o ângulo que deseja ver a cena.
One-way é quando o espectador envia algo para o emissor, mas sem receber resposta. Por exemplo, nas votações e enquetes. Em bom português, é a comunicação de mão única. No exemplo dado por Ferraz, em vez de o espectador telefonar, acessar um site ou mandar um torpedo pra dizer quem deve sair do Big Brother, ele pressiona um botão em seu controle remoto para dar seu voto.
Por último, a interatividade plena é aquela com canal de retorno e que é tão mais comum na Internet. É o caso de chats e de algumas aplicações multimídia.
Mas até chegar a esse patamar é preciso pensar em soluções para a limitação tecnólogica existente, os receptores televisivos ainda têm limitações em seu programa que inviabiliza a interatividade. Antes de mais nada, é preciso transformar a audiência passiva em um telespectador ativo.

Esse vídeo analisa uma propaganda que traduz a relação de interatividade plena entre o “telespectador-usuário” na TV digital.

A nova tendência das Redes Sociais

Ning é uma arquitetura de redes sociais disponível gratuitamente na web, essa nova tendência da web 2.0, não só permite fazer a integração de ferramentas disponiveis no mundo virtual, como também permite o usuário participar dessas redes sociais, criando a sua própria, como administrador ou gestor do seu próprio ambiente virtual, podendo utilizar desde de fóruns e chats até compartilhamento de arquivos e outros inúmeros recursos. O serviço do Ning depende unicamente do acesso à rede, não tem vínculo com softwares, podendo assim se transformar em grandes plataformas para planos de marketing e comunicação.

Alguns links relacionados:

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/102008/13102008-12.shl

http://widgy.net/widgy/2008/09/05/ning-voce-ja-tem-sua-rede-social/

http://gattune.blog.br/ning-monte-sua-propria-rede-social/

“Moblogs”

Além das fronteiras alcançadas com o blogjornalismo, está surgindo uma nova tendência, pode se dizer, uma nova modalidade, são os “moblogs“. É uma mistura de mobile (telefone celular) com weblog (“blogs” ou diários da internet). Com celulares de última geração que contêm câmeras fotográficas e equipamentos equivalentes, pode-se publicar textos e imagens instanteneamente em seus blogs, a qualquer hora e lugar do mundo. Os “moblogs” estão começando a ter certa repercussão, na Europa e no Oriente essa prática já é comum entre os jovens.

Links relacionados:

http://wnews.uol.com.br/site/colunas/materia.php?id_secao=9&id_conteudo=100

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG64565-6014,00-DIARIOS+DE+GUERRA.html

http://www.odontopalm.com.br/gsf/arquivo/2004/04/

A web 2.0 como plataforma

Com a expansão da rede mundial de computadores surge uma grande discussão sobre o seu potencial de interatividade. A web 2.0 não é só uma expressão que traduz uma era da tecnologia, é uma rede utilizada como plataforma que arquiteta softwares, envolvendo todos os dispositivos conectados, aproveitando ao máximo todas as suas vantagens, distribuindo os softwares colaboradores que se tornam cada vez melhor quanto mais o usuário os utiliza, podendo tirar o máximo de proveito possível. Esses softwares têm uma maior flexibilidade e facilidade de uso, podem estarem sendo corrigidos, alterados e melhorados o tempo todo de acordo com o seu uso, pelo usuário. Algumas aplicações da Web 2.0 permitem a personalização do conteúdo mostrado para cada usuário, sob forma de página pessoal, permitindo a ele a filtragem de informação que ele considera relevante. Como por exemplo, o Wikipédia. Com a evolução da web 2.0, os programas online estão cada vez melhores e indispensáveis. Editores de texto, publicadores, comunicadores, organizadores e muitos outros programas estão disponíveis na web. Essa nova tendência reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. Assim, o ambiente on-line pode se tornar mais dinâmico e os usuários colaborarem mais e mais para a organização de conteúdo. O número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.