A TV digital proporciona grandes vantagens em relação à TV analógica, essa que conhecemos e está presente na maioria das casas brasileiras. As vantagens dessa nova tendência midiática são a alta definição, a possibilidade de várias programações, a interatividade e a mobilidade. A alta definição traz maior resolução de imagem e mais canais de áudio; a multiprogramação significa que vários programas podem ser transmitidos ao mesmo tempo em um mesmo canal; a interatividade deixa de ser um espectador passivo e poder interagir com a programação; e a mobilidade pode levar isto tudo para qualquer lugar, como em um aparelho celular, por exemplo.
A interatividade, mais do que qualidade, quantidade ou portabilidade propõe uma possibilidade de interação que muda a maneira como o usuário assiste à televisão. Para Carlos Ferraz, professor e diretor-adjunto do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, existem três maneiras de interação na televisão digital: local, one-way e plena.
Local é quando algo chega ao receptor e o usuário interage com seu próprio equipamento, sem enviar nada de volta para o emissor. Por exemplo, se durante um jogo de futebol o espectador tem a opção de ver as estatísticas da partida. Estas estatísticas são enviadas o tempo inteiro para seu aparelho receptor sem que o usuário as solicite, mas ele só vê aquilo que ele seleciona. Outro exemplo são as filmagens com várias câmeras, permitindo ao espectador selecionar o ângulo que deseja ver a cena.
One-way é quando o espectador envia algo para o emissor, mas sem receber resposta. Por exemplo, nas votações e enquetes. Em bom português, é a comunicação de mão única. No exemplo dado por Ferraz, em vez de o espectador telefonar, acessar um site ou mandar um torpedo pra dizer quem deve sair do Big Brother, ele pressiona um botão em seu controle remoto para dar seu voto.
Por último, a interatividade plena é aquela com canal de retorno e que é tão mais comum na Internet. É o caso de chats e de algumas aplicações multimídia.
Mas até chegar a esse patamar é preciso pensar em soluções para a limitação tecnólogica existente, os receptores televisivos ainda têm limitações em seu programa que inviabiliza a interatividade. Antes de mais nada, é preciso transformar a audiência passiva em um telespectador ativo.
Esse vídeo analisa uma propaganda que traduz a relação de interatividade plena entre o “telespectador-usuário” na TV digital.